quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Primeira viagem internacional do ano

Faz agora dois anos, por ocasião da viagem à Bulgária, escrevi aqui que parecia mal ter outro país a 75 quilómetros de distância e ainda não ter ido lá. Mas a verdade é que, depois disso, nunca mais lá voltei. Já faz lembrar os tempos em que residia em Portugal, tinha Espanha a menos de uma centena de quilómetros e pouquíssimas foram as vezes em que lá fui. Aproveitando esta proximidade, que se proporciona a uma day trip, encetei a primeira viagem internacional de 2018, atravessando a Ponte da Amizade sobre o Danúbio com destino à cidade fronteiriça de Ruse.

Fronteira de Giurgiu-Ruse, entre a Roménia e a Bulgária

Ruse é a quinta maior cidade da Bulgária, com 150 mil habitantes, situada na margem sul do Danúbio, fronteira natural entre a Roménia e a Bulgária, e em cuja estação ferroviária passei uma seca de uma hora e tal nessa viagem de há dois anos (não vi nada, evidentemente). Uma cidade que, tal como Chernivtsi, na Ucrânia, é chamada de Little Vienna, pelos edifícios de arquitetura neo-barroca dos séculos XIX e XX. E se no caso de Chernivtsi a comparação até se compreende, até porque foi parte do Império Austro-Húngaro, colocar Ruse ao lado de Viena já é um bocadinho forçado. Pode haver na primeira um ou outro elemento arquitetónico que lembre a segunda, e ambas são banhadas pelo mesmo rio, e as semelhanças ficam-se por aí. Apesar dos vários séculos de história, Ruse revela-se um local com reduzidos pontos de interesse, cenário que piora se a visita acontece num dia chuvoso e frio.

Rua Alexandrovska

Se, alimentando essa comparação forçada, Ruse é uma pequena Viena, a Rua Alexandrovska é a sua Grabenstrasse (uma parente muito, muito pobrezinha). Principiando na Praça Aleksander Batenberg, antigo centro da cidade, onde se destacam os edifícios da Biblioteca Lyuben Karavelov e do Museu Regional de História, esta artéria exibe a traça arquitetónica que vale a Ruse a comparação com a capital da Áustria. A Rua Alexandrovska conduz até à Praça da Liberdade (Svoboda), coração da cidade, onde se ergue um dos símbolo de Ruse: o Monunento da Liberdade, uma estátua de 17 metros datada de 1909. O outro ex-libris local fica logo ao lado - o edifício Dohodno Zdanie, construído em inícios do século XX para servir como teatro.

Biblioteca Lyuben Karavelov

Monumento da Liberdade, na Praça Svoboda

Falta falar da frente fluvial, uma área pouco desenvolvida, de aspeto pós-soviético soturno e decadente. O Danúbio é aqui um recurso turístico desaproveitado, já que uma zona marginal devidamente valorizada e requalificada poderia dar, do ponto de vista do turismo, um outro valor à cidade.

O Danúbio em Ruse

Entretanto, e falando em viagens internacionais a sério, Março vai começar com a adição de mais dois países ao travel map (e mais duas capitais). É um início um pouco tardio de um ano que, no entanto, se espera novamente rico em viagens. Haverá posts a respeito, se e quando me der vontade de escrever.

6 comentários:

Anónimo disse...

Então, ponto final, sem qualquer comentário adicional??

Administrador disse...

Caro Anónimo,
Nada de ponto final, apenas uma falha técnica, entretanto corrigida :)

Anónimo disse...

Por que razão não consigo ver o teu Instagram??

Administrador disse...

Caro Anónimo,

A conta está definida como privada. É só enviar um request ;)

Anónimo disse...

Os teus leitores aguardam o novo post com ansiedade.

Administrador disse...

Um dia há-de estar pronto ;)