quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Fim de semana nas montanhas

Janeiro é, para quem está em Bucareste, mês de visita obrigatória às montanhas. Especialmente se, como sucedeu este ano, o inverno na capital for fraquinho, com neve escassa e temperaturas que nem chegam aos 10 graus negativos. A obrigatoriedade cumpriu-se com um fim de semana prolongado em Moieciu de Sus (ou Moieciu de Cima, por contraposição a Moieciu de Jos, ou de Baixo, onde decorreu o team building de há dois anos).


Um tempo agradável passado na tranquilidade das paisagens rurais, pintadas de branco pela neve incessante, resume a história do fim de semana, que incluiu também novas passagens por Bran e Râșnov.

Moieciu de Sus

Moieciu de Sus

Castelo de Bran

Strada Republicii, em Râșnov

De Râșnov, ficou um episódio algo caricato: julgando ter deixado o carro bem estacionado, fui encontrar um papelinho da polícia local no pára-brisas, onde se lia que não senhor, a viatura não estava bem estacionada, porque estava a menos de 25 metros de uma passadeira, e que em face desta infração deveria apresentar-me na esquadra. Parece que ali, sendo um local de influência germânica (a cidade tem também, à semelhança de Brasov ou Sibiu, um topónimo alemão - Rosenau), a mentalidade é diferente comparativamente a Bucareste, e as regras de trânsito são para cumprir.
Lá fui, a preparar-me psicologicamente para a multa que aí vinha. Para meu alívio, tal infração não dá direito a multa, mas antes à retirada de 2 pontos na carta de condução. Ou, neste caso, nem isso. Ao deparar-se com o meu cartão de cidadão português, compacto e com chip, o agente de serviço exclamou "é a primeira vez que vejo uma coisa destas", virou-o, revirou-o, queixou-se que a carta de condução até é parecida com a romena (modelo europeu) mas que o bilhete de identidade nada tem a ver, e acabou por dizer "pá, hoje é domingo e não estou para me chatear com documentação estrangeira, vai-te lá embora". Viva Portugal e os seus cartões de cidadão vanguardistas.

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