sábado, 30 de setembro de 2017

Transfăgărășan

Desde que cheguei à Roménia, já lá vão mais de dois anos, que planeava visitar a Transfăgărășan, uma estrada que serpenteia ao longo de 90 quilómetros através das montanhas Făgărăș, nos Cárpatos (daí o nome), passando entre os picos mais altos do país, e que só está aberta ao trânsito entre Maio e Outubro por força dos rigores do Inverno. Passaram dois verões inteirinhos e, apesar de ter chegado a dizer "de agora não passa", passou. Foi preciso esperar pelo final do terceiro verão neste país para cumprir finalmente esse objetivo. Porém, ao contrário do que seria expectável, não fui lá para experimentar o prazer de conduzir pelas curvas apertadas daquela que, diz quem sabe (o elenco do programa da BBC Top Gear), é a melhor estrada do mundo. Fui lá para correr.

Transfăgărășan, na face norte dos Cárpatos. A estrada foi construída na década de 1970 a mando do ditador Ceausescu, com objetivos militares (tinha medo de uma invasão soviética) [Foto: Alberto Chaves]

Participei na Transmaraton, uma prova com corridas de 10 quilómetros (descendo uma das encostas), 21 (subir e descer), 42 e 50 (subir, descer, voltar a subir e voltar a descer). Fora de forma depois de 3 meses parado (há viroses lixadas), fiquei-me pelos 10 quilómetros, que bem medidos eram apenas 9. E se, como dizem, a estrada é boa para conduzir, para correr também não é nada má. Correr em asfalto pela montanha abaixo, com ar puro e bonitas paisagens (apesar de ser pelo lado sul, menos "fotogénico"), foi uma experiência deveras agradável.

Antes da corrida [Foto: Alberto Chaves]

De caminho, deu para admirar o lago glaciar Bâlea e, mais abaixo, o lago formado pela barragem Vidraru, bem como para visitar a cidade de Curtea de Argeș e a sua principal landmark - o mosteiro, datado de 1517 e conhecido por ser, desde 1914, a necrópole da família real romena.

Lacul Bâlea, a 2040 metros de altitude [Foto: Alberto Chaves]

Lacul Vidraru

Mănăstirea Curtea de Argeș

Quanto aos últimos tempos por Bucareste, é de destacar o regresso ao Muzeul Satului, dois anos após a primeira visita...



... e o facto de ter visto em concerto (e à borla) uma banda local que já andava pela minha playlist ainda antes de vir para a Roménia: Fanfare Ciocarlia.


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