quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Ano novo, desafio novo

É dito que o "ano novo" é sinónimo de "vida nova", mas normalmente a viragem do ano mais não representa, para mim, que a passagem de mais um dia. O calendário dos dias e meses volta ao início e a casa das unidades respeitante ao ano avança mais um algarismo (com alguma nostalgia depressiva à mistura), mas a vida continua, no geral, como até aí.
Sempre assim foi... até este ano. O final de 2016 significou o adeus à empresa que me abriu as portas da Roménia, e o início de 2017 trouxe consigo um novo desafio profissional, numa multinacional norte-americana de tecnologia e informática, também em Bucareste. Uma mudança que, provavelmente, me vai tornar um seguidor mais atento de competições de vela e um adepto dos Golden State Warriors.




Uma mudança de emprego é sempre uma ocorrência significativa, e neste caso coincidiu com a mudança do ano. Ano novo, desafio profissional novo, salário novo... vida nova. Claro que há desvantagens, já que perdi aquela vantagem gira de poder ir para o trabalho a pé em 15 minutos. Agora demoro três quartos de hora, alternando elétrico e metro. O que me vale é que, trabalhando com o mercado brasileiro, entro ao meio dia e saio já de noite, evitando com isso as horas de ponta nos transportes públicos.

Quanto a 2016, que tão mau foi na opinião geral do mundo, fica na minha memória como um ano bastante positivo. Houve viagens, dentro e fora da Roménia - Sinaia e Madrid a caminho de Portugal em janeiro, o team building em Moieciu em fevereiro, Veliko Tarnovo e Sófia em março, Transilvânia em abril, Suceava e Chernivtsi em maio, Constanta em junho, Atenas e Aegina em julho, Chisinau e Iasi em agosto, novamente Portugal em outubro, Busteni e Brasov em novembro e, finalmente, Tel Aviv e Jerusalém em dezembro. Houve concertos - Ana Moura em fevereiro, Ensiferum em abril, Goran Bregovic em setembro, Zdob si Zdub em novembro e Bucovina em dezembro (cá falarei deles em breve, num post especial). Houve duas meias maratonas e uma Color Run a duplicar. Houve pessoas que entraram na minha vida e deixaram marcas, umas positivas, outras nem tanto. Foi, em suma, mais um ano bem passado como expat em Bucareste. Se 2017 for tão bom como 2016, não me poderei queixar.

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