quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Um fim de semana nas montanhas (ou lá perto)

No post anterior referi qualquer coisa a respeito de não ter saído de Bucareste ultimamente. Pois bem, as montanhas dos Cárpatos ficam a hora e meia de distância de comboio, e no fim de semana passado não tinha nada de jeito para fazer (as usual). Somando uma coisa com a outra obtém-se, como resultado, eu de mochila às costas, sozinho, às 8 da manhã de sábado na Gara de Nord, a comprar um bilhete para Bușteni.


Foi a minha segunda visita a esta pitoresca cidade aninhada junto aos montes Bucegi, depois de uma breve passagem no ano passado em que pouco deu para ver. Agora com mais tempo, vagueei pelas ruas calmas, apreciei as vistas espetaculares para as montanhas e passei por uma das principais landmarks desta localidade: o Castelo Cantacuzino.

Castelul Cantacuzino (1911)

Rio Prahova em Busteni

Um banco com vista para os montes Bucegi

Dirigi-me depois ao teleférico que faz a ligação ao topo da montanha, mas... encontrei-o fechado. Caiu aí por terra um dos objetivos da viagem, que passava por subir aos 2300 metros de altitude e ver neve pela primeira vez este ano. Fiquei-me pelos 900 metros de Bușteni e não houve neve para ninguém. Com um "buraco" no programa, acabei a passear por uma floresta próxima e a "descobrir", por engano, outra landmark: o mosteiro Caraiman.

Mănăstirea Caraiman

Ao final da tarde, e após dar por concluída a exploração de uma das principais estâncias turísticas de montanha da Roménia (mas sem ir lá acima), regressei à estação e comprei bilhete no comboio seguinte para Brașov.

Piața Sfatului

Há cidades que um gajo visita uma e outra vez, mas às quais não se cansa de voltar. Brașov é definitivamente uma delas. Nesta minha terceira passagem, a segunda maior cidade da Transilvânia revelou o mesmo encanto das visitas anteriores. É sempre agradável percorrer a Strada Republicii até à Piața Sfatului, admirar a imponência da Biserica Neagră e passear por outros cantos e recantos do bem conservado centro histórico.

Centro histórico, com a Biserica Neagră e a Casa Sfatului em destaque

Havia, contudo, um local ainda por visitar: o topo da montanha Tâmpa. À terceira foi de vez. Acessível por teleférico (este funciona) em menos de 3 minutos, o cume oferece vistas impressionantes sobre toda a Brașov e regiões envolventes.

Do topo da montanha Tampa vê-se isto tudo...

... e mais isto.

Esta fotografia poderia ter sido captada com recurso a um drone, mas não foi; é apenas o centro histórico de Brasov visto a partir de Tampa, lá ao lado do letreiro com o nome da cidade.

Este breve passeio de fim de semana abriu entretanto o apetite para a próxima viagem internacional, que está apenas a uma semana de distância. Entre 1 e 8 de dezembro, andarei por Tel Aviv e Jerusalem, naquela que será a sexta viagem internacional de 2016 (depois de Espanha, Bulgária, Ucrânia, Grécia e Moldávia). Claro que haverá um post a respeito. Até lá... shalom.

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