quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Lisboa

Nunca gostei de Lisboa. Talvez por ter crescido no interior do país e, por isso, estar familiarizado com as assimetrias regionais, e com aquela espécie de adágio segundo o qual “Portugal é Lisboa e o resto é paisagem”, via a zona a sul de Santarém e a norte de Setúbal com algum desprezo e até repulsa. Aliás, sempre disse que o meu curso de vida podia levar-me a residir “em qualquer lado, menos em Lisboa”. Uma ideia algo parva, principalmente vinda de alguém licenciado em Ciências da Comunicação, já que é ali, na grande capital, que se concentram as oportunidades profissionais.
Também é verdade que, por ter crescido numa aldeola perdida na Serra, de onde pouco saía, não conheço Lisboa (tal como não conheço o Porto e nunca pus os pés no Algarve, nem nos Açores ou na Madeira). Ouvia falar no Bairro Alto, no Rossio, na Praça do Comércio, na Avenida da Liberdade, via imagens na televisão e era só isto. Quando pude começar a viajar sempre preferi o estrangeiro, pelo que conheço melhor Dublin, Helsinki, até Atenas (e claro, Bucareste) do que Lisboa.
Entretanto, como tive de ir a Portugal e o aeroporto de destino e de partida para o regresso a Bucareste era a Portela, aproveitei para conhecer um pouco da capital do meu próprio país.

A última vez em que tinha passado (muito brevemente, como sempre) por Lisboa foi há dois anos. Esta foi uma das fotografias captadas.

Apesar da minha opinião não ter mudado, reconheço que do ponto de vista turístico Lisboa até tem o seu encanto. Os miradouros, de onde se obtêm vistas soberbas sobre o casario até ao rio, com o Castelo e a ponte a comporem a moldura, as ruas típicas, os eléctricos, o tempo ameno… Acho que se fosse estrangeiro, apaixonar-me-ia facilmente por esta cidade. Enquanto beirão oriundo dos confins da Serra, penso que nunca morrerei de amores por ela.

Vista do Castelo de São Jorge a partir do Rossio


Algures no centro de Lisboa

 Vista de Lisboa a partir do Miradouro da Graça

O casario e o Tejo (jogava-se aqui um bom episódio de Assassin's Creed)

Rua Augusta


 O típico elétrico da carreira nº 28

Além da capital fui, claro, aos referidos confins da Serra, já que era esse o destino final. Quanto a esses dias, não há nada de relevante para escrever. Mas há mais umas quantas fotografias.



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