quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Outra meia-maratona

Desde que vim para Bucareste, parece que ganhei o hábito de correr (segundo a aplicação Strava, só em 2016 já corri quase 400 quilómetros). E depois de fazer duas meias-maratonas, porque não correr a terceira? Além de gostar de participar nestas coisas (e de ficar com uma medalha e uma t-shirt da Adidas como recordação) havia, como escrevi aqui em maio depois da segunda meia-maratona, um tempo para melhorar. Nesse sentido, e apesar de mais uma vez não ter tido o apoio da empresa onde trabalho, lá me inscrevi. 
Entretanto, para ajudar nessa melhoria de tempo, adquiri online umas sapatilhas da Asics, que me chegaram às mãos uma semana antes da corrida. Como sou um gajo cheio de sorte, as sapatilhas (umas Gel Impression 8 de categoria) ficavam-me pequenas, e apesar de ter tentado moldá-las até à última hora acabei mesmo por correr com umas Pro Touch de 80 lei, já com quase 200 quilómetros de uso em cima.




Mesmo assim, a prova até correu bem. O percurso era exatamente o mesmo da minha primeira meia-maratona, e o facto de já conhecer o trajeto ajudou a diminuir o cansaço mental. Quanto ao cansaço físico, adoptei uma nova tática. Na primeira meia-maratona concentrei-me unicamente em chegar ao fim dentro do limite de 3 horas, na segunda corri os 21 quilómetros sem parar e agora, fazendo um paralelismo com as corridas de Formula 1, decidi “ir às boxes” de vez em quando. Em cada ponto com fruta, água e bebida energética parei um par de minutos, comi, bebi e refresquei-me para depois retomar a corrida mais folgado. 


A avaliar pelo tempo final, não correu mal. Terminei com o tempo de 2h13m28s, melhorando o meu registo na meia-maratona em 20 minutos e fazendo menos 36 minutos que no ano passado, no mesmo percurso. O objetivo era melhorar e, se possível, ficar abaixo das 2h15m. Mission accomplished.


Terminei a corrida sensivelmente ao mesmo tempo do vencedor da maratona, o queniano James Kiptum. É, enquanto um corredor profissional africano e magricela corre 42 quilómetros, eu faço 21. Por falar nisso, agora que consigo terminar uma meia-maratona com alguma facilidade, fazer a maratona começa a ser uma possibilidade. Talvez para o ano.

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