quinta-feira, 4 de agosto de 2016

The Lonely Traveler, pt. 5 (continuação) - Aegina

Ir à Grécia e não visitar uma ilha será como ir a Dublin e não entrar num pub, ou ir à Noruega e não passar por um fiorde. Há mais de um milhar de ilhas sob soberania grega espalhadas pelo Mar Egeu, das quais cerca de duas centenas são habitadas, pelo que opções não faltam.
Contudo, considerando que só havia tempo para uma one-day trip, a escolha ficou facilitada e recaiu em Aegina.

Vila de Aegina, capital da ilha, vista a partir do mar

A maior ilha do Golfo Sarónico fica a uma hora de distância do porto de Pireás, por ferry, e reúne os encantos que acredito serem comuns a todas as ilhas gregas: tranquilidade, vilas pitorescas, praias de águas límpidas e boa comida. Uma espécie de paraíso na Terra, que merecia bem mais que o único dia que lhe dediquei.

Uma espécie de Maldivas, com pinheiros em vez de palmeiras


Rua Aiakou, em Aegina

Rua pedonal P. Irioti

Por isso, houve tempo apenas para visitar o sítio arqueológico de Kolona, explorar a homónima capital da ilha, almoçar num restaurante típico de Creta (outra ilha que deve valer a pena visitar) e passar o resto da tarde de molho nas águas calmas, quentes e cristalinas que banham Aegina.
Ficou a faltar uma visita ao templo de Aphaia, do outro lado da ilha, e uma subida ao Monte Oros, o seu ponto mais alto. Para isso era necessário mais tempo e o aluguer de um carro ou mota. Talvez um dia lá volte para explorar a ilha como deve ser.

Sítio arqueológico de Kolona, cujo nome remete para a única coluna sobrante do antigo Templo de Apolo

Águas cristalinas de Aegina


Em jeito de conclusão deste quinto capítulo da saga do viajante solitário, falta dizer que vários aspetos da Grécia me fizeram lembrar Portugal: o clima (calor doido em julho), a flora (oliveiras com fartura e o cheiro quente e intenso do pinheiro bravo) e a orografia (montanhas de cumes redondos, despidos, secos e desolados). É como se fosse a Serra da Estrela, só com a diferença de haver mar ali perto.

Os tais "cumes redondos, despidos, secos e desolados". Com as devidas diferenças, esta vista de Atenas fez-me lembrar... Seia (e não, não é por estar com saudades de Portugal)


A encerrar o post, aqui fica a foto de uma gaivota simpática, que acompanhou o ferry durante uma parte do percurso entre Atenas e Aegina (a minha Nikon dá para fazer estas coisas giras).


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