quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Moldova

É certo que não sou religioso, mas gosto dos feriados que a religião oferece e, se os puder aproveitar para viajar, tanto melhor. Por isso, tratei de avisar no meu local de trabalho que no dia 15 de agosto não iria comparecer, juntei essa data ao fim de semana e planeei um weekend getaway que me permitiu adicionar mais um país ao travel map - a vizinha Moldávia. 


Depois de uma exaustiva viagem noturna de autocarro que demorou para cima de 8 horas (detesto fazer deslocações longas neste meio de transporte) o sábado foi dedicado a explorar Chișinău. A capital moldava é uma cidade surpreendentemente calma, organizada e limpa, pelo menos na sua área mais central. O facto de ter apenas meio milhão de habitantes (dimensão ideal para uma capital) contribuirá certamente para isso. É também uma cidade onde não faltam parques e arborização a ladear as principais ruas e avenidas, sendo considerada uma das cidades mais "verdes" da Europa. Além disso, o custo de vida é relativamente baixo, ou não se estivesse a falar da capital do país mais pobre do continente europeu. Tudo isto faz de Chișinău uma cidade agradável de visitar.

Cruzamento das ruas V. Alecsandri e 31 August 1989 (pode não parecer, mas isto é no centro de uma capital)

Do ponto de vista turístico, destaca-se o conjunto arquitetónico do Parcul Catedralei, composto pelo Arcul de Triumf e pela Catedrala Nașterea Domnului, a pedonal Strada Eugen Doga, o edifício da Câmara Municipal, o monumento dedicado ao príncipe Ștefan III da Moldávia (ou Ștefan cel Mare) e o jardim contíguo.

Museu Nacional de História (e não percebo a razão de estar ali uma bandeira da União Europeia)

Arcul de Triumf e Catedrala Nașterea Domnului

Outra perspetiva do Arcul de Triumf. Lá atrás, a sede do governo. 


Campanário da Catedrala Nașterea Domnului


Este Ștefan cel Mare é bastante famoso na Moldávia, talvez mais que os O-zone


Fachada da Câmara Municipal (Primăria Municipiului)

É também incontornável o percurso da Bulevardul Ștefan cel Mare și Sfânt, principal artéria do centro de Chișinău e o eixo ao longo do qual se desenvolve a vida da cidade. A marcar o início desta avenida está a Piața Națiunilor Unite, um dos pontos da cidade onde é mais visível a influência soviética (patente em edifícios como a Academia de Ciências, o Hotel Chișinău ou o devoluto Hotel Național).

Bulevardul Ștefan cel Mare și Sfânt


 Monumento que celebra a libertação da cidade da Alemanha Nazi. Lá atrás, o Hotel Chisinau, exemplo da arquitetura modernista dos tempos soviéticos 

Catedral ortodoxa Mănăstirea Ciuflea, junto à Piața Națiunilor Unite


Falta dizer que em vez de um novo país, podia ter visitado dois. Ou kind of. Há na Moldávia uma faixa de terra ao longo do rio Dniester, simpatizante da Rússia e seguidora do modelo soviético, que se diz independente mas que ninguém reconhece como tal, e que dá pelo nome de Transnistria. Só que o facto de haver controlo fronteiriço, como se realmente se tratasse de outro país, e de não ser recomendável viajar para lá por motivos de segurança deixou o meu colega de viagem com reservas. Acho que perdi uma boa oportunidade de ir a um sítio onde pouca gente vai...
De volta a território romeno, houve tempo para uma breve passagem por Iași, a maior cidade da região histórica da Moldávia, até aí ainda estava em falta na lista de destinos visitados dentro da Roménia. Aqui, o destaque vai desde logo para o imponente Palatul Culturii (Palácio da Cultura) e para o seu bem cuidado jardim. A conduzir ao palácio está a recentemente requalificada avenida Ștefan cel Mare și Sfânt, transformada em estrada pedonal, ao longo da qual se alinham, entre outros edifícios, a Catedral Mitropolitană, o Mosteiro Trei Ierarhi e a Câmara Municipal.

Bulevardul Ștefan cel Mare și Sfânt (o gajo é mesmo famoso, consegue ter ruas com o nome dele em Iasi e Chisinau. E por toda a Roménia)

Mănăstirea Trei Ierarhi

Palatul Culturii (e lá está o Stefan outra vez, agora montado num cavalo)


Jardins do Palácio

E foi isto. Entretanto, o meu travel map está assim…


A Moldávia é o 16º país que visito e o 19º onde ponho os pés (excluem-se do travel map Portugal, porque o meu próprio país não deve contar para estas coisas; a Suíça, porque apesar de lá ter nascido e vivido 7 anos praticamente não visitei nada; e a França porque estive lá mas não foi para passear). Há que continuar a preencher isto.

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