domingo, 22 de maio de 2016

Um ano de Roménia

Hoje, 22 de maio, cumpre-se um ano desde o dia em cheguei a București, para a minha primeira aventura enquanto expat. É capaz de ser boa altura para fazer um balanço.


Quando decidi vir para a Roménia não tive grandes dúvidas, até porque tentei não pensar muito no assunto (precisamente para evitar dúvidas e second thoughts). Em boa verdade, nada tinha que me ligasse a Portugal e há algum tempo que desejava lançar-me para fora do país. Ultrapassadas as dificuldades iniciais (essas sim, chegaram a fazer-me questionar a vinda para a Roménia) e decorrido que está um ano desde essa mudança significativa na minha vida, só posso concluir que tomei a decisão certa. Estou a conhecer um novo país, a contactar com uma nova cultura, tenho um posto de trabalho estável numa empresa multinacional e um salário que permite viver sem grandes preocupações. Em termos turísticos, alarguei consideravelmente o meu travel map, adicionando Hungria, Bulgária, Ucrânia e Itália, para além da própria Roménia, à lista de países visitados, e espero continuar a expandi-lo; conheci muito boa gente e vivi experiências memoráveis; para além das viagens dentro e fora da Roménia, corri duas meias maratonas e uma Color Run, torci pelo Dinamo Bucuresti no meio das claques num derby com o Steaua e assisti a vários concertos (Nightwish, Ensiferum, Ana Moura, Guano Apes, Dubioza Kolektiv), isto só para mencionar algumas dessas experiências.
No entanto, se muita coisa na minha vida mudou para melhor, outra há que não se alterou: o capítulo amoroso. Bem, até se alterou um bocadinho (não, não vou aqui falar disso) mas, em suma, continua tudo na mesma. Está visto que as moças não querem nada comigo, seja em Portugal, na Roménia, em Marte, noutra galáxia ou num universo paralelo. Whatever...
Quanto ao futuro, creio que continuará a passar por București. Estou estável, confortável e satisfeito com a minha vida para já, pelo que não tenho planos de regressar a Portugal (nem quero). Não vim com planos de fazer vida na Roménia mas até gosto bastante de cá estar. Quem sabe se não acabarei mesmo por ficar por aqui. Sei, contudo, que o futuro é imprevisível e que estou num país que não é o meu. Por isso, e utilizando uma expressão bem portuguesa, "vamos indo e vamos vendo".

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