sábado, 12 de dezembro de 2015

The Greatest Show On Earth



O último tema do álbum Endless Forms Most Beautiful, que os Nightwish vieram apresentar a Bucareste, serviu também para encerrar a setlist do concerto e resume, na perfeição, o espetáculo proporcionado pela banda finlandesa.
Os 24 minutos de The Greatest Show On Earth, com uns deliciosos cinco minutos iniciais dedicados à instrumentalidade de Tuomas Holopainen e Troy Donockley, fecharam com chave de ouro uma atuação em que deu para apreciar ao vivo a nova face de Nightwish. A vocalista Floor Jansen apresentou-se mais versátil que nunca, mostrando estar à altura para interpretar masterpieces dos tempos de Tarja Turunen, como Wishmaster ou Stargazer (um tema do álbum Oceanborn, de 1998, que tem vindo a ser recuperado nos últimos concertos).
  

A holandesa representa por isso um claro upgrade em relação à antecessora Anette Olzon, ao mesmo tempo que consegue fazer esquecer Tarja. Com Tarja nos vocais, o metal sinfónico dos Nightwish aproximava-se de um opera metal, com Olzon viraram-se para o pop metal, e com Floor Jansen ganharam uma experimentada vocalista metaleira, mas que também se sai muito bem nos dois estilos anteriores. E a banda só tem a ganhar com tal polivalência.


A acompanhar os Nightwish no tour de apresentação de Endless Forms Most Beautiful, andam outras duas bandas de metal nórdico, que também atuaram na Romexpo - os suecos Arch Enemy, liderados pela enérgica Alissa White-Gluz (é sempre bom ouvir death growls femininos), e os também finlandeses Amorphis, que apresentaram algum do material que compõe o último álbum Under The Red Sky, lançado este ano.



Noutras lides, este concerto serviu para fazer mais um teste à minha nova Nikon. E se em termos fotográficos até fiz uns bonecos engraçados, como já deu para ver, no que respeita a vídeos a coisa já não correu tão bem. Vale o Youtube nestes casos. Entretanto deixo mais uma fotografia, de Tuomas Holopainen em plena atuação.


Falta ainda dizer que assisti a tudo isto numa localização privilegiada, central e sem ninguém à volta. Certamente que o meu lugar era lá em baixo no meio da maralha, mas quando cheguei à Romexpo já atuavam os Amorphis, e ao avistar o palco por uma porta entreaberta resolvi entrar por ali... Ninguém me disse nada e eu deixei-me ficar, longe da confusão da plateia e mais alto que ela (quase ao nível dos camarotes), com espaço para me sentar e esticar as pernas.
A encerrar o post, fica a fotografia de despedida da banda. Espero ter a oportunidade de um dia os voltar a ver. Ia agradecer pelo espetáculo mas entretanto lembrei-me que paguei 180 lei pelo bilhete. Mereceram-no, anyway.


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