sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Finalmente, Brașov

À terceira foi mesmo de vez. Após sucessivos adiamentos de viagens de grupo, entrou em ação o infalível "lonely traveling", e Brașov passou finalmente a fazer parte do meu mapa de viagens. Numa decisão de última hora, quando se afigurava mais um fim-de-semana sem passeio, resolvi meter-me num comboio rumo à Transilvânia, e dedicar o domingo à exploração da sétima maior cidade da Roménia.
Fundada no século XIII por colonos alemães, esta cidade aninhada junto aos Cárpatos conserva ainda o seu encanto medieval. No entanto, a primeira coisa que salta à vista do visitante é uma landmark moderna - o letreiro na montanha de Tâmpa, Hollywood-style, que exibe orgulhosamente o nome da cidade e que é visível praticamente de todo o lado.


O contacto com o centro histórico começa com o percurso da típica Strada Republicii, que conduz até à Piața Sfatului, o coração da Brașov antiga. Nesta colorida e bem conservada praça sobressai a Casa Sfatului, antigo posto de vigia que atualmente funciona como museu de história local. Ali perto encontra-se a imponente Biserica Neagră, ou Igreja Negra (século XV), o símbolo da cidade. O nome advém das suas paredes enegrecidas, resultado do incêndio que o exército Habsburgo lançou sobre a cidade em 1689, durante a Grande Guerra Turca.
Ainda no Centrul Vechi, merece uma visita a Strada Sforii, considerada uma das ruas mais estreitas da Europa. Variando entre 1,10 e 1,30 metros de largura, é um local de passagem obrigatório para tirar umas fotografias engraçadas.
Depois de ver Brașov por entre as ruelas e praças do centro histórico, impõe-se uma passagem pelas antigas torres de vigia Turnul Negru e Turnul Alb, para um olhar sobre o casario. Outro ponto para se obter uma vista privilegiada sobre a cidade é Cetățuia, antiga fortificação no topo de uma colina, de onde são visíveis as duas partes de Brașov: o centro velho, de ruas estreitas, telhados típicos e edifícios religiosos, e a parte nova, de largas avenidas e prédios envidraçados.
Há também a possibilidade de subir de teleférico ao topo da montanha de Tâmpa, até bem perto do letreiro, para uma perspetiva ainda mais abrangente. Ou então fazer hiking pelos trilhos desenhados entre a densa vegetação. Pensei em fazê-lo, mas perante a possibilidade de encontrar ursos, javalis, raposas ou víboras sem estar prevenido para tal, acabei por não levar essa ideia avante. Fica para a próxima, e convem ir munido com uma arma qualquer, não vá mesmo aparecer-me um urso à frente.
Entretanto, ficam alguns registos fotográficos a respeito do que acabei de mencionar.

Strada Republicii 

Strada Michael Weiss  

Piața Sfatului, com a Casa Sfatului em destaque  

Strada Sforii

                 Vista de Brașov desde Turnul Negru, com a Biserica Neagra em destaque


Outro panorama de Brașov a partir de Turnul Alb 

Parte antiga de Brașov vista de Cetățuia 


P.S.: A rota de comboio entre București e Brașov é destacada no âmbito do InterRail, como se pode ver aqui: 


Outro P.S.: Ainda nas lides turísticas, daqui a uns dias vou até Budapeste de comboio. Sim, devo ser completamente doido para passar cerca de 30 horas num comboio, entre ida e volta, com destino a um dos pontos mais tensos da Europa neste momento. Que se lixe. Não são os refugiados que me vão fazer alterar planos de viagens, e quanto à longa jornada sobre carris... é um mini-InterRail. Por isso, siga.

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