sexta-feira, 22 de maio de 2015

Going East - Primeiras impressões

Como prometido, cá estou para dar conta aos leitores (imaginários) deste blog de que, após uma longa jornada que durou o dia inteiro, cheguei vivo e de boa saúde a Bucareste.
Manhã cedo, já estava eu atrás do volante do "meu" Toyota Corolla, a caminho do Aeroporto do Porto. Não fazia ideia de como lá chegar por estrada (só por metro), mas mesmo sem GPS dei com aquilo sem problemas. Eu bem quis ir de comboio, mas os meus progenitores fizeram questão de me acompanhar, e fui incapaz de os dissuadir. Como em tudo há um lado positivo, levar o carro até deu jeito, porque a bagagem era pesada.
Depois de me despedir dos pais e do país (estranhamente, ou talvez não, não me custou nadinha, já os senhores progenitores reagiram como se eu fosse um soldado a caminho da guerra), embarquei num voo da Turkish Airlines rumo a Istanbul. E que maravilha de voo. Deu para ver perfeitamente os topos nevados dos Pirenéus e dos Alpes Franceses, os Apeninos, a costa mediterrânica italiana, e finalmente Istanbul, já de noite, enorme e iluminada nas margens do Bósforo. O avião era confortável, e a comida uma delícia. Além disso, a aeronave não ia cheia, e como eu sou ao contrário da outra gente e reservo sempre o último lugar da última fila, voltei a viajar sem ninguém ao lado. E como havia monitores nas costas dos bancos, "apoderei-me" de dois (o ângulo de visão para o terceiro já não era grande coisa). Um, a exibir a rota e localização do avião, e outro dedicado a documentários e músicas (para filmes não deu, porque descobri demasiado tarde onde ligar os phones). Por falar em músicas, é de destacar a variedade das playlists daquilo, que iam de Slayer a Sibelius, passando por Placebo e QOTSA. E já disse que a comida era uma delícia? Faltou dizer que havia dois pratos à escolha, que o sumo parecia ter sido feito com laranjas espremidas na hora, e antes da refeição ainda me deram a provar um doce qualquer, que mais tarde a hospedeira me disse chamar-se "turkish delight" (e depois de lhe perguntar o nome desta delícia, ainda me deu outra).




A passagem pelo aeroporto de Ataturk foi rápida, e seguiu-se um voo num avião menos confortável, com mais gente, e sem menu à escolha (tive de comer vegetariano, em desrespeito pelos valores alimentares de Ron Swanson). Pelo menos a viagem foi rápida, foi levantar voo, servir o jantar à pressa, e aterrar. Istanbul é incrivelmente perto, hei-de lá dar um salto um dia destes. De qualquer forma, a impressão deixada pela companhia aérea turca foi muito positiva. Foi, de longe, a melhor companhia em que viajei até agora. Se precisarem de voar para algum sítio coberto pela Turkish Airlines, ou se quiserem beber um bom sumo de laranja, esta companhia aérea é a escolha certa.
De Bucareste, até agora, pouco vi, mas já deu para perceber que a cidade é enorme (fiquei a saber que é a 6ª maior da União Europeia), muito movimentada e com um trânsito caótico. Tudo coisas que eu normalmente detesto numa cidade. Mas nada que não se aguente. Pelo menos o sistema de metro é bastante razoável e barato.
Para já, estou baseado em casa do caro amigo Daniel, a fazer de estorvilho (reitero, coitado do rapaz), enquanto a empresa para a qual vou trabalhar não se decide a pagar-nos uma casa. Cremos que poderá estar para breve. É só isso que falta para assentar, relaxar, e começar a desfrutar da cidade (e do país, a seu tempo). Isso, e tratar das burocracias inerentes à imigração, como pagar umas taxas parvas, conseguir autorização de residência, e abrir conta num banco romeno, para me pagarem o salário. Podia ter tratado disso hoje, mas a procrastinação é lixada. Há tempo. Entretanto, tenho um fim-de-semana inteirinho pela frente, para explorar a minha nova cidade. Cá darei conta dessas voltas, daqui a uns dias.

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