quarta-feira, 20 de maio de 2015

Aviões turcos (ou o adeus a Portugal)

Faltam poucas horas para virar costas à aldeia e à Serra, e apanhar um voo nos arrabaldes do Porto que me levará até Istambul, onde apanharei outro voo rumo a Bucareste, o destino final desta jornada. O momento é, por isso, de despedida, e de reflexão.


Mas não se assustem, não vou falar sobre reflexões, até porque ninguém quer saber disso para nada. Direi apenas que essas reflexões foram acompanhadas por esta cantiga dos grandes Xutos & Pontapés, intitulada Barcos Gregos, e que embora seja datada de 1985, é mais atual que nunca.



Substitua-se "barco grego" por "aviões turcos", e está aqui uma bela banda sonora para este momento da minha vida. Sim, porque "já estou farto de procurar um sítio para me encaixar", e de "descobrir tantas portas por abrir". E como está tudo "tão cheio" e "tão feio", e "falta-me emprego para cá ficar", vou tentar a sorte "para longe, para muito longe". Na bagagem, levo a expectativa de encontrar, finalmente, portas abertas e esse sítio para me encaixar. E levo outras coisas também, tipo roupa e assim. Aliás, até estou com receio de que as minhas malas excedam o limite de peso estipulado pela companhia aérea. Mas bem, amanhã se verá. Após chegar vivo e de boa saúde a terras romenas, virei aqui dar conta de como correu a viagem. Restam as despedidas. Querido Portugal, até qualquer dia.

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